Antonio carlos gil pesquisa social pdf

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1. étodos e Técnicas de Pesquisa Social mentos constituem a modalidade de pesquisa mais difundida no campo das iociais e correspondem à maioria das pesquisas…
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  • 1. étodos e Técnicas de Pesquisa Social mentos constituem a modalidade de pesquisa mais difundida no campo das iociais e correspondem à maioria das pesquisas desenvolvidas por alunos ; de graduação em Ciências Sociais, Psicologia, Pedagogia, Serviço Social e ;ões. onstitui um manual de procedimentos básicos para o desenvolvimento de pes- iais, sobretudo daquelas que são definidas como levantamentos. Diferente- textos convencionais que têm como objetivo tratar exaustivamente dos mais étodos e técnicas de pesquisa social, ou dos que objetivam constituir-se em dutórias à metodologia científica, ou dos que sintetizam os procedimentos ne- i elaboração de trabalhos universitários e relatórios de pesquisa, este livro apre- nas peculiaridades que fazem dele uma obra significativa: trata dos problemas ais das Ciências Sociais e de seus métodos, proporcionando os elementos ne- >ara a sua caracterização no quadro geral das ciências. A opção por privilegiar !os procedimentos necessários à realização de levantamentos baseia-se em sriência do autor no ensino de Métodos e Técnicas de Pesquisa. e, a obra trata da natureza da Ciência Social, dos métodos das Ciências i pesquisa social, da formulação do problema, da construção de hipóteses, imento da pesquisa, da operacionalização das variáveis, da amostragem >a social, da entrevista, do questionário, das escalas sociais, dos testes, da de documentos, da análise e interpretação, do relatório de pesquisa. BRE O AUTOR CARLOS GIL é graduado em Ciências Políticas e Sociais e Pedagogia. Mestre n Ciências Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo ti Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade de São Caetano do Sul. Autor também dos livros Como elaborar projetos de Metodologia do ensino superior, publicados pela Atlas. to para a disciplina MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA dos cursos de Edu- ;iologia, Psicologia, Comunicação Social e Economia. Leitura complementar jiâadores e profissionais da área de Pesquisa de Mercado e para estudantes duação envolvidos na preparação de teses e dissertações acadêmicas. i c n ç o a a t l a x 3raAtlas.com.br 9 788522 451425
  • 2. f r
  • 3. © 1985 by Editora Atlas S.A. „UtOKJ^ 1. ed. 1987; 2. ed. 1989; 3. ed. 1991; 4. ed. 1994; 5. ed. 1999; 6. ed. 2008 Capa: Roberto de Castro Polisel Composição: Lino-Jato Editoração Gráfica Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Gil, Antonio Carlos Métodos e técnicas de pesquisa social / Antonio Carlos Gil. - 6. ed. - São Paulo : Atlas, 2008. ISBN 978-85-224-5142-5 1. Ciências sociais - Metodologia 2. Ciências sociais - Pesquisas 3. Pesquisa - Metodologia I. Título. 93-3004 CDD-300.72 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei na 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto n° 1.825, de 20 de dezembro de 1907. Impresso no Btasü/Printed in Brazil Editora Atlas S.A. Rua Conselheiro Nébias, 1384 (Campos Elísios) 01203-904 São Paulo (SP) Tel.: (0 11) 3357-9144 (PABX) www.EditoraAtlas.com.br índices para catálogo sistemático: 1. Pesquisa social: Ciências sociais 300.72 2. Pesquisa social: Planejamento : Ciências sociais 300.72
  • 4. A Antonio e Maria, meus pais A Anna Maria, minha mulher A Fernando, Luciana, Antonio Marcos e Maria Inês, meus filhos
  • 5. SUMÁRIO Prefácio, xv 1 Natureza da ciência social, 1 1.1 Conhecimento do mundo, 1 1.2 Natureza da ciência, 2 1.3 Classificação das ciências, 3 1.4 Peculiariedades das ciências sociais, 3 1.4.1 O problema da objetividade, 4 1.4.2 O problema da quantificação, 4 1.4.3 O problema da experimentação, 5 1.4.4 O problema da generalização, 6 Leituras recomendadas, 6 Exercícios e trabalhos práticos, 7 2 Métodos das ciências sociais, 8 2.1 Método científico, 8 2.2 Métodos que proporcionam as bases lógicas da investigação, 9 2.2.1 Método dedutivo, 9 2.2.2 Método indutivo, 10 2.2.3 Método hipotético-dedutivo, 12 2.2.4 Método dialético, 13 2.2.5 Método fenomenológico, 14 2.3 Métodos que indicam os meios técnicos da investigação, 15 2.3.1 Método experimental, 16 2.3.2 Método observacional, 16
  • 6. v i i i Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil 2.3.3 Método comparativo, 16 2.3.4 Método estatístico, 17 2.3.5 Método clínico, 17 2.3.6 Método monográfico, 18 2.4 Quadros de referência, 18 2.4.1 Teorias e quadros de referência, 18 2.4.2 Funcionalismo, 18 2.4.3 Estruturalismo, 19 2.4.4 "Compreensão", 21 2.4.5 Materialismo histórico, 22 2.4.6 Interacionismo simbólico, 23 2.4.7 Etnometodologia, 23 2.4.8 Social-construtivismo, 24 Leituras recomendadas, 24 Exercícios e trabalhos práticos, 25 3 Pesquisa social, 26 3.1 Definição, 26 3.2 Finalidades da pesquisa, 26 3.3 Níveis de pesquisa, 27 3.3.1 Pesquisas exploratórias, 27 3.3.2 Pesquisas descritivas, 28 3.3.3 Pesquisas explicativas, 28 3.4 Envolvimento do pesquisador na pesquisa, 29 3.4.1 Modelo clássico de pesquisa, 29 3.4.2 Pesquisa-ação e pesquisa participante, 30 3.5 Etapas da pesquisa, 31 Leitura recomendada, 32 Exercícios e trabalhos práticos, 32 4 Formulação do problema, 33 4.1 O que é o problema, 33 4.2 Escolha do problema de pesquisa, 34 4.2.1 Implicações na escolha do problema, 34 4.2.2 Relevância do problema, 35 4.2.3 Oportunidade de pesquisa, 35 4.2.4 Comprometimento na escolha do problema, 36 4.2.5 Modismo na escolha do problema, 36 4.3 Processo de formulação do problema, 37 4.4 Regras para a formulação do problema, 37 4.4.1 O problema deve ser formulado como pergunta, 38
  • 7. 4.4.2 O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável, 38 4.4.3 O problema deve ter clareza, 38 4.4.4 O problema deve ser preciso, 38 4.4.5 O problema deve apresentar referências empíricas, 39 4.4.6 O problema deve conduzir a uma pesquisa factível, 39 4.4.7 O problema deve ser ético, 39 Leitura recomendada, 40 Exercícios e trabalhos práticos, 40 5 Construção de hipóteses, 41 5.1 Conceituação, 41 5.2 Tipos de hipóteses, 41 5.2.1 Hipóteses casuísticas, 41 5.2.2 Hipóteses que se referem à freqüência de acontecimentos, 42 5.2.3 Hipóteses que estabelecem relações entre variáveis, 42 5.3 Fontes de hipóteses, 46 5.4 Características da hipótese aplicável, 46 Leitura recomendada, 48 Exercícios e trabalhos práticos, 48 6 Delineamento da pesquisa, 49 6.1 Conceituação, 49 6.2 Diversidade de delineamentos, 50 6.3 Pesquisa bibliográfica, 50 6.4 Pesquisa documental, 51 6.5 Pesquisa experimental, 51 6.5.1 Pesquisa genuinamente experimental, 52 6.5.2 Pesquisa pré-experimental, 53 6.5.3 Pesquisa quase-experimental, 53 6.6 Pesquisa ex-post-facto, 54 6.7 Levantamento de campo (survey), 55 6.8 Estudo de campo, 57 6.9 Estudo de caso, 57 Leituras recomendadas, 59 Exercícios e trabalhos práticos, 59 7 Uso da biblioteca, 60 7.1 Potencial da biblioteca na pesquisa, 60 7.2 Fontes bibliográficas, 61 7.2.1 Livros de leitura corrente, 61 7.2.2 Obras de referência, 61
  • 8. viii Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil 7.2.3 Periódicos científicos, 62 7.2.4 Teses e dissertações, 64 7.2.5 Anais de encontros científicos, 64 7.2.6 Periódicos de indexação e resumo, 65 7.3 Organização da biblioteca, 65 7.4 Bases de dados, 68 7.5 Sistemas de busca, 70 7.6 Etapas da pesquisa bibliográfica, 72 7.6.1 Formulação do problema, 72 7.6.2 Elaboração do plano de trabalho, 73 7.6.3 Identificação das fontes, 73 7.6.4 Localização das fontes e obtenção do material, 74 7.6.5 Leitura do material, 74 7.6.6 Confecção de fichas, 75 7.6.7 Construção lógica do trabalho, 77 7.6.8 Redação do texto, 77 Leituras recomendadas, 77 Exercícios e trabalhos práticos, 78 8 Operacionalização das variáveis, 79 8.1 Esquema de operacionalização, 79 8.2 Mensuração nas ciências sociais, 80 8.2.1 Complexidade do problema, 80 8.2.2 Fidedignidade das medidas, 82 8.2.3 Validade das medidas, 82 8.3 Níveis de mensuração, 82 8.4 Construção de índices, 83 Leitura recomendada, 88 Exercícios e trabalhos práticos, 88 9 Amostragem na pesquisa social, 89 9.1 Necessidade da amostragem na pesquisa social, 89 9.2 Conceitos básicos, 89 9.3 Princípios fundamentais da amostragem, 90 9.4 Tipos de amostragem, 90 9.4.1 Amostragem aleatória simples, 91 9.4.2 Amostragem sistemática, 92 9.4.3 Amostragem estratificada, 92 9.4.4 Amostragem por conglomerados, 93 9.4.5 Amostragem por etapas, 93 9.4.6 Amostragem por acessibilidade ou por conveniência, 94
  • 9. 9.4.7 Amostragem por tipicidade ou intencional, 94 9.4.8 Amostragem por cotas, 94 9.5 Determinação do tamanho da amostra, 95 9.5.1 Fatores que determinam o tamanho da amostra, 95 9.5.2 Cálculo do tamanho da amostra, 96 9.6 Determinação da margem de erro da amostra, 98 Leituras recomendadas, 99 Exercícios e trabalhos práticos, 99 10 Observação, 100 10.1 Observação como técnica de coleta de dados, 100 10.2 Observação simples, 101 10.3 Observação participante, 103 10.4 Observação sistemática, 104 10.4.1 O que observar, 104 10.4.2 O registro da observação, 105 10.4.3 A amostragem na observação, 106 10.4.4 A ética na observação sistemática, 107 Leitura recomendada, 108 Exercícios e trabalhos práticos, 108 11 Entrevista, 109 11.1 Conceituação, 109 11.2 Vantagens e limitações da entrevista, 110 11.3 Níveis de estruturação das entrevistas, 111 11.3.1 Entrevista informal, 111 11.3.2 Entrevista focalizada, 112 11.3.3 Entrevista por pautas, 112 11.3.4 Entrevista estruturada, 113 11.4 Entrevistas face a face e por telefone, 113 11.5 Entrevistas individuais e em grupo, 114 11.6 Condução da entrevista, 115 11.6.1 Preparação do roteiro da entrevista, 115 11.6.2 Estabelecimento do contato inicial, 116 11.6.3 Formulação das perguntas, 117 11.6.4 Estímulo a respostas completas, 118 11.6.5 Manutenção do foco, 118 11.6.6 Atitude perante questões delicadas, 118 11.6.7 Registro das respostas, 119 11.6.8 Conclusão da entrevista, 119 Leituras recomendadas, 119 Exercícios e trabalhos práticos, 120
  • 10. viii Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil 12 Questionário, 121 12.1 Conceituação, 121 12.2 Vantagens e limitações do questionário, 121 12.3 Forma das questões, 122 12.4 Conteúdo das questões, 124 12.5 Escolha das questões, 126 12.6 Formulação das perguntas, 126 12.7 Número de questões, 127 12.8 Ordem das perguntas, 127 12.9 Prevenção de deformações, 128 12.10 Construção das alternativas, 129 12.10.1 Mútua exclusividade e exaustividade, 129 12.10.2 Número de alternativas, 130 12.10.3 Alternativas gerais e específicas, 131 12.10.4 Número par ou ímpar de alternativas, 132 12.10.5 A alternativa não sei, 133 12.10.6 Apresentação do questionário, 133 12.11 Pré-teste do questionário, 134 Leitura recomendada, 135 Exercícios e trabalhos práticos, 135 13 Escalas sociais, 136 13.1 Conceituação, 136 13.2 Problemas básicos das escalas sociais, 137 13.2.1 Definição de um contínuo, 137 13.2.2 Fidedignidade, 137 13.2.3 Validade, 138 13.2.4 Ponderação dos itens, 139 13.2.5 Natureza dos itens, 139 13.2.6 Igualdade das unidades, 139 13.3 Escalas sociais mais utilizadas, 140 13.3.1 Escalas de ordenação, 140 13.3.2 Escalas de graduação, 140 13.3.3 Escalas de distância social, 141 13.3.4 Escala de Thurstone, 142 13.3.5 Escala de Likert, 143 13.3.6 Diferencial semântico, 145 Leituras recomendadas, 146 Exercícios e trabalhos práticos, 146
  • 11. 14 Utilização de documentos, 147 14.1 Pesquisa documental, 147 14.2 Fontes de documentação, 148 14.2.1 Registros estatísticos, 148 14.2.2 Registros institucionais escritos, 150 14.2.3 Documentos pessoais, 150 14.2.4 Comunicação de massa, 151 14.3 Análise de conteúdo, 152 14.4 Vantagens do uso de fontes documentais, 153 14.4.1 Possibilita o conhecimento do passado, 153 14.4.2 Possibilita a investigação dos processos de mudança social e cultural, 153 14.4.3 Permite a obtenção de dados com menor custo, 154 14.4.4 Favorece a obtenção de dados sem o constrangimento dos sujeitos, 154 Leituras recomendadas, 154 Exercícios e trabalhos práticos, 155 15 Análise e interpretação, 156 15.1 Conceituação, 156 15.2 Estabelecimento de categorias, 157 15.3 Codificação, 158 15.4 Tabulação, 159 15.4.1 Tabulação manual, 159 15.4.2 Tabulação eletrônica, 160 15.5 Análise estatística dos dados, 160 15.5.1 Descrição dos dados, 161 15.5.2 Determinação da força da relação entre variáveis, 162 15.5.3 Avaliação da significância dos dados, 167 15.5.4 Análise multivariada, 172 15.6 Estabelecimento de relações causais, 173 15.7 Análise qualitativa, 175 15.8 Interpretação dos dados, 177 Leituras recomendadas, 179 Exercícios e trabalhos práticos, 180 16 Relatório da pesquisa, 181 16.1 Redação do relatório, 181 16.2 Estrutura do texto, 181 16.2.1 O problema, 182 16.2.2 Metodologia, 182 16.2.3 Apresentação dos resultados, 183 16.2.4 Conclusões e sugestões, 183
  • 12. I XÍV Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil 16.3 Estilo do relatório, 184 16.3.1 Impessoalidade, 184 16.3.2 Objetividade, 184 16.3.3 Clareza, 184 16.3.4 Precisão, 185 16.3.5 Coerência, 185 16.3.6 Concisão, 185 16.4 Aspectos gráficos do texto, 185 16.4.1 Digitação e paginação, 185 16.4.2 Organização das partes e titulação, 186 16.4.3 Disposição do texto, 187 16.4.4 Citações, 188 16.4.5 Notas de rodapé, 189 16.4.6 Referências, 190 16.4.7 Tabelas, 194 16.4.8 Figuras, 195 Leituras recomendadas, 195 Exercícios e trabalhos práticos, 195 Bibliografia, 197
  • 13. PREFÁCIO Este livro, apresentado em sua 6a edição, tem como propósito fundamental o de proporcionar aos estudantes tanto as bases conceituais quanto os instrumen- tos técnicos necessários para o desenvolvimento de pesquisas nos diferentes cam- pos das ciências humanas e sociais. Trata-se de um livro introdutório, elaborado, porém, com a preocupação de permitir que seu usuário se capacite não apenas para a elaboração de um projeto de pesquisa, mas também para sua execução e apresentação. A inspiração para escrevê-lo surgiu com a docência nos cursos de Métodos e Técnicas de Pesquisa Social, iniciada na condição de assistente do saudoso Professor Alfonso Trujillo Ferrari. Ao elaborá-lo, tive como preocupação maior a de torná-lo, tanto em virtude de seu conteúdo quanto de sua forma, acessível ao estudante universitário dos diferentes cursos no campo das ciências huma- nas e sociais. Daí porque as considerações de ordem filosófica, assim como os conteúdos de natureza estatística, são apresentados de maneira bastante simplificada. Embora abordando os mais diversos tipos de delineamentos de pesquisa, sua ênfase maior está na realização de levantamentos, que constituem a modalida- de de pesquisa mais difundida no campo das ciências sociais e correspondem à maioria das pesquisas desenvolvidas em cursos de graduação, sobretudo de Ciên- cias Sociais, Psicologia, Pedagogia, Serviço Social e Comunicação Social. Naoportunidade do lançamento desta edição não poderia deixarde expressar meus agradecimentos a algumas pessoas que de forma especial vêm contribuindo para o aprimoramento de nosso trabalho. Agradeço, pois, a Luiz Herrmann Jú- nior, nosso editor, pela confiança em nosso trabalho, a Ailton Bomfim Brandão,
  • 14. xvi Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil Diretor de Marketing Editorial, pelo constante incentivo e valiosas sugestões, e a João Bosco Medeiros e Carolina Tomasi pela competente ajuda nas questões de estilo, correção gramatical e apresentação gráfica do texto. Recordo, com muita saudade, a receptividade de Luiz Herrmann à primeira edição deste livro e o seu apoio aos nossos trabalhos posteriores. ANTONIO CARLOS GIL
  • 15. If NATUREZA DA CIÊNCIA SOCIAL 1 1.1 Conhecimento do mundo O ser humano, valendo-se de suas capacidades, procura conhecer o mundo que o rodeia. Ao longo dos séculos, vem desenvolvendo sistemas mais ou menos elaborados que lhe permitem conhecer a natureza das coisas e o comportamento das pessoas. Pela observação o ser humano adquire grande quantidade de conhecimen- tos. Valendo-se dos sentidos, recebe e interpreta as informações do mundo exte- rior. Olha para o céu e vê formarem-se nuvens cinzentas. Percebe que vai chover e procura abrigo. A observação constitui, sem dúvida, importante fonte de co- nhecimento. Ao nascer, o ser humano depara-se também com um conjunto de crenças que lhe falam acerca de Deus, de uma vida além da morte e também de seus deveres para com Deus e o próximo. Para muitos, as crenças religiosas constituem fontes privilegiadas de conhecimento que se sobrepõem a qualquer outra. Romances como os de Dostoiévski e poemas como os de Fernando Pessoa também podem proporcionar importantes informações sobre os sentimentos e as motivações das pessoas. Embora sabendo-se que essas obras sejam de ficção, não há como deixar de atribuir-lhes importância enquanto capazes de proporcionar informações acerca do mundo. Outra forma de conhecimento é derivada da autoridade. Pais e professores descrevem o mundo para as crianças. Governantes, líderes partidários, jornalistas e escritores definem normas e procedimentos que para eles são os mais adequa- dos. E à medida que segmentos da população lhes dão crédito, esses conhecimen- tos são tidos como verdadeiros.
  • 16. viii Métodos e Técnicas de Pesquisa Social • Gil Também osfilósofosproporcionam importantes elementos para a compreen- são do mundo. Em virtude de se fundamentarem em procedimentos racional-es- peculativos, os ensinamentos dos filósofos têm sido considerados como dos mais válidos para proporcionar o adequado conhecimento do mundo. Essas formas de conhecimento, entretanto, não satisfazem aos espíritos mais críticos. Alegam que a observação casual dos fatos conduz a graves equívocos, visto serem os homens maus observadores dos fenômenos mais simples. As re- ligiões são as mais variadas e fornecem informações contraditórias. A poesia é subjetiva, assim como o romance. Pais, professores e políticos também não podem ser tidos como guias de toda confiança, posto que o argumento da au- toridade na maioria das vezes acaba por deixar transparecer sua fragilidade. O conhecimento filosófico, a despeito de seus inegáveis méritos, não raro avança para o terreno das explicações metafísica e absolutistas, que não possibilitam sua adequada verificação. A partir da necessidade de obtenção de conhecimentos mais seguros que os fornecidos por outros meios, desenvolveu-se a ciência, que constitui um dos mais importantes componentes intelectuais do mundo contemporâneo. 1.2 Natureza da ciência Etimologicamente, ciência significa conhecimento. Não há dúvida, porém, quanto à inadequação desta definição, considerando-se o atual estágio de desen- volvimento da ciência. Há conhecimentos que não pertencem à ciência, como o conhecimento vulgar, o religioso e, em certa acepção, o filosófico. O fato de não se aceitar a definição etimológica não significa, porém, que seja possível hoje definir-se de forma bastante clara o que seja ciência. Poucas coisas em ciência são tão controversas quanto sua definição, havendo mesmo autores que consideram essa discussão insolúvel. Embora ainda sem uma solução definitiva para o problema da definição, tor- na-se possível, mediante reflexão, discriminar-se com razoável grau de precisão entre o conhecimento científico e outras formas de conhecimento. Pode-se considerar a ciência como uma forma de conhecimento que tem por objetivo formular, mediante linguagem rigorosa e apropriada - se possível, com auxílio da linguagem matemática -, leis que regem os fenômenos. Embora sendo as mais variadas, essas leis apresentam vários pontos em comum: são capazes de descrever séries de fenômenos; são comprováveis por meio da observação e da experimentação; são capazes de prever - pelo menos de forma probabilística - acontecimentos futuros. Pode-se definir ciência mediante a identificação de suas características essen- ciais. Assim, a ciência pode ser caracterizada como uma forma de conhecimento objetivo, racional, sistemátic
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